Vida finita - Otto Vasco

Vida finita

Ouço algum cão vira lata
Latir na sua existência finita.
É a primeira hora da manhã
E assim o silêncio transborda
O meu quarto quadriculado.
Sozinho e com todos os medos
Do mundo estou adormecendo
Junto ,levo todas as certezas tolas
Que carregamos
Todos os deuses falíveis.
Na trágica intenção de viver
Meus sonhos lúcidos
Ainda são o meu melhor ópio.

Otto Vasco



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