Adelmo Oliveira - O Som dos Cavalos Selvagens

O Som dos Cavalos Selvagens
Dentro da noite
E pelo dia
Um eco surdo
De ventania

Sobe a montanha
Transpõe o vale
– A fúria avança
– A sombra invade

Marcas no tempo
Finas esporas
– Um catavento
No fio das horas

Patas de ferro
Porta-fuzis
Deixa no vento
A cicatriz

Dentes de faca
Olhos de fogo
Cuspindo raiva
Do próprio rosto

Destrói cidades
E espanca a luz
Por onde passa
Finca uma cruz

Tempo de guerra
Este é meu tempo
– Cavalos de ódio
No pensamento

Adelmo Oliveira

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