Soneto - Juvenal Galeno

Soneto
Quanta lucta, meu Deus, quanta aspereza
Nos caminhos da vida, em toda a parte!
Como a dor fatalmente se reparte
No reino, todos os tres, da natureza.

Do mais pequeno insecto, a mór grandeza;
Em tudo que, o viver térreo comparte;
Do mais ignorante ao de mais arte:
Dos humildes até á realeza.

É que tudo tem alma, evoluindo,
Que parte das maiores profundezas,
As montanhas mais altas attingindo.

E na longa ascensão, quantas surprezas;
Quantas vertigens; que mysterio infindo;
Que immenso labyrintho de incertezas.

Juvenal Galeno

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