Revolução na floresta - Luís Delfino

Revolução na floresta
E é que estão vivos!... Fala-me a floresta;
E a água, que os pés desnus em flores lava:
Mas... nada desse humor com que eu contava!...
Sombras, nem vós? — Rochas, nem vós? — E esta!...

Brandiu-me um tronco um galho, e, zás... na testa!...
O rubro fruto da miuçalha brava
A vista em sangue em mim raivando crava!
O outro dia era tudo um grito em festa...

Em star mal com vocês eu nada ganho;
Prefiro em cada cara um gesto amigo;
Gentes, não há um crime assim tamanho...

Eu vos entendo, e vosso espanto sigo
Em cada verde olhar, que em vós apanho,
Paz! que ela vem: não sois seu templo antigo?!...


Luís Delfino

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