Marcelo Zacarelli - Poesia órfã

Poesia órfã

De peito aberto,
Paloma teu coração
Sinto teu pulsar por perto
Quando desces
A comer em minhas mãos.

És livre, sobre voa sem destino,
Pelas notas da canção
De composição deste desatino
Descalça na letra de uma solidão.

De peito ferido,
Repousas neste galardão
À noite te assalta
A procura de abrigo
Amanheço contigo em busca do pão.

Meus olhos saltam em desespero,
Quando te misturas à imaginação
Se não te vejo reclama meu peito
Singela Paloma com toda razão.

Onde estás, pequena pomba,
Que desertas minhas mãos
Na candura do teu vôo
A letra desta poesia tornou-se órfã.

Marcelo Zacarelli




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